Com o lançamento da operação RS Verão Total no início de dezembro em Capão da Canoa, um projeto de estímulo e cuidado com o meio ambiente tem ganhado visibilidade no Estado.
Criada pelas empresas Verallia e Massfix, a iniciativa Vidro vira Vidro conta com a participação do Grupo Recicla para propor a coleta exclusiva de vidro no Rio Grande do Sul, a partir da instalação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) em locais públicos e de fácil acesso. O projeto é isento de custo para os municípios parceiros, sendo necessário apenas a autorização e indicação do local apropriado para instalação da unidade.
Como funciona?
Os indivíduos podem depositar garrafas, frascos de perfume ou vidros quebrados nos PEVs. Um dos diferenciais dessas unidades é a presença de um sensor, que permite que o caminhão de recolhimento se dirija ao PEV somente quando necessário.
Após serem coletados, os vidros são encaminhados para a triagem e reciclagem, transformando-se em novas embalagens. Os serviços de operação, coleta e manutenção dos equipamentos ficarão por conta do Grupo Recicla, sem gerar ônus ao Estado ou aos municípios participantes.
Os PEVs são feito de polietileno, tendo 0,96 m de largura, 1,87 m de altura e 1,19 m de comprimento. A unidade, que pesa 115 kg, tem capacidade de coleta para até 600kg de vidro.
Apoio estadual
No Rio Grande do Sul, a implementação do projeto atende uma exigência da Lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecendo a estruturação de sistemas de coleta seletiva e de logística reversa. Em entrevista exclusiva ao Diário, a secretária da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, falou sobre iniciativa:
– O projeto Vidro vira vidro é importante tanto para a Secretaria de Meio Ambiente quanto para o Governo do Estado como um todo, porque é a primeira vez que nós temos uma parceria e uma iniciativa para tratar este tipo de resíduo com a intenção de reaproveitar ao máximo o recurso natural, que é a areia e que acaba sendo transformada em vidraria.
Na primeira fase da iniciativa, foram instalados 45 contêineres em nove municípios do Litoral Norte que fazem parte da operação RS Verão Total. São eles:
Capão da Canoa – 9 unidades
Tramandaí – 7 unidades
Xangri-lá – 7 unidades
Torres – 7 unidades
Atlântida Sul – 5 unidades
Imbé – 4 unidades
Cidreira – 2 unidades
Pinhal – 2 unidades
Arroio do Sal – 2 unidades
Na Sema, o projeto Vidro vira vidro está alocado na área de assessoria de Educação Ambiental, chamando a atenção dos gaúchos para a importância da coleta seletiva, a destinação adequada de resíduos e a logística reversa. Para a secretária Marjorie, as primeiras semanas da iniciativa foram positivas, o que indica bons resultados para 2023 .
– As pessoas têm avançado bastante nessa consciência ecológica coletiva. Então, de início, pela expectativa que se tinha em ter um programa que fosse em consórcio com o Governo do Estado e também pela receptividade que nós tivemos presencialmente e nas nossas mídias, eu já classificaria a alternativa como de sucesso e viável para que se possa implantar as novas fases.
A ampliação do projeto prevê a instalação dos PEVs em municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre e do interior do Estado. Marjorie relata que seis municípios do Estado já teria encaminhado solicitações, demonstrando interesse em fazerem parte da iniciativa.
Em entrevista exclusiva ao Diário, a secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, falou sobre a adesão do público e dos municípios ao projeto Vidro vira vidro
Importância da reciclagem
Estima-se que 75% dos vidros consumidos vão para aterros sanitários, e apenas 25% são reciclados. Com relação ao último caso, é importante destacar que cada quilo de caco de vidro retorna como um quilo novo, por conta do caráter do material, que é 100% reutilizável.
Além de reduzir o acúmulo de vidro, Marjorie Kauffmann destaca que a reciclagem também é uma opção econômica para as gestões gaúchas:
– Além de ser um ato puro de sustentabilidade, porque estamos aproveitando ao máximo a matéria-prima, nós também vamos ter uma redução no volume do material que vai para os aterros sanitários. Estes locais nos municípios, quando eles tem, são custeados por impostos e valores arrecados. Aqueles que não tem aterro sanitário gastam com a destinação destes resíduos para outros municípios. Então, acreditamos que essa redução também no custo para as prefeituras municipais é um elemento importante e reforça esta iniciativa do Governo do Estado.
Faça parte da mudança
As prefeituras que tiverem interesse em integrar a campanha podem encaminhar e-mail para [email protected] ou [email protected]. A solicitação será analisada pela Sema.
Arianne Lima – [email protected]
Leia todas as notícias